Sobre aquela sensação de viver desatualizada

Carrego comigo uma sensação de me sentir, constantemente, desatualizada. Alguém sente isso? Bem, eu sinto e, por mais que eu leia, estude, faça cursos, a sensação de estar ficando para trás profissionalmente está sempre presente. Contextualizando… Sou formada em Relações Públicas mas, na verdade, nunca exerci essa profissão. Há mais de 15 anos, cai de paraquedas na área de atendimento de uma agência de comunicação digital. Naquela época, o core business da empresa era o desenvolvimento de grandes sites. Era algo completamente novo pra mim, cheio de coisas para aprender.

Eu trabalhava como atendimento, mas queria mesmo era participar do processo inteiro do desenvolvimento dos sites, do início ao fim. Durante meses enchi o saco da criação para que me mostrassem como era o processo criativo, como criavam os layouts, banners, emails mkts e tudo mais. Depois, passei para o pessoal da produção de interfaces. Queria saber desse mundo “htmlístico” (acho que essa palavra não existe) com seus <html></html>, <body></body>, <head></head> e toda aquela infinidade incrível de códigos, até chegar aos “cabeções” da área de sistemas, linguagens de programação, banco de dados, os sql, mysql da vida e aquela mágica toda que faziam. Fui me envolvendo e querendo saber cada vez mais.

O tempo foi passando, tantas coisas legais surgiram, outras evoluíram, outras caíram no esquecimento. Novos conceitos iam se incorporando ao meu vocabulário e ao meu dia-a-dia de trabalho. Planejamento, wireframe, arquitetura de informação, gestão de projetos, PMBOK, scrum, gestão de pessoas, plataformas mobile, explosão das redes sociais e tantos outros. Estava tudo relativamente controlado no mundo maravilhoso de Patrícia, até que fui trabalhar em outra área na empresa. Pronto, foi o suficiente para a minha cabeça ser invadida por uma avalanche de coisas novas.

New Mockup 2.png

As palavras marketing digital, marketing de conteúdo e tantas outras relacionadas a esses assuntos passaram a estar presentes em todas as reuniões. Que desespero, rs… a sensação era de que eu estava com um carimbo na testa escrito “desatualizada”. Precisava aprender rápido para poder participar das conversas com mais propriedade. Não dava para aprender sozinha, no ambiente de trabalho ou pesquisando na internet como sempre fiz. Dessa vez, senti necessidade de procurar um curso, me capacitar mesmo. Mas, e a preguiça de sentar nunca sala de aula de novo? Minha rotina é louca, cansativa, não consigo mais encarar um curso tradicional. Comecei a pesquisar cursos online e não demorou para eu ser impactada por um post patrocinado nas minhas redes sociais, que me chamou a atenção. Conheci o Programa Nanodegree de Marketing Digital da Udacity. Tudo online, curso feito em parceria com o Facebook, Google e outros parceiros de peso. Curti a metodologia, o conteúdo proposto e, principalmente, a facilidade de fazer a hora que eu quiser, onde eu quiser. Resolvi encarar.

Bem, ainda estou cursando, mas posso dizer, com toda certeza, que grande parte dessas palavras aí já não são mais um bicho de 7 cabeças. A sensação de estar desatualizada está ficando para trás. Pelo menos até a próxima avalanche, né? 😉

A vida segue…

20170603_084524Que loucura. Se me perguntassem nesse dia aí, há 7 anos atrás, como eu estaria em 2017, nem de longe acertaria. Lembro como se fosse ontem desse 29 de maio de 2010. Quantas incertezas…

Recomeçar do zero não é fácil e vai ficando mais difícil a medida que vamos ficando mais maduros, pra não dizer velhos, rs… mas o segredo é não ter medo e não desistir. Hoje sei que somos capazes de recomeçar quantas vezes for preciso. Acho que temos uma alma meio de Fénix. 🙂

Em 7 anos, tanta coisa aconteceu… mudei de cidade, de emprego, de área, conheci um bocado de gente, tive 4 gerentes diferentes no trabalho, aprendi tantas coisas novas, mudei. Não sou a mesma pessoa que escreveu esse post que o Facebook me lembrou hoje. Sou uma pessoa melhor e que tem muito ainda pra melhorar.

E a vida segue…

 

O Que Puxa! voltou

A vida é mesmo uma caixinha de surpresas, rs… Escrevia em blogs desde 2002. Ano passado, resolvi não só parar de escrever, como deletar meu blog, o “Que Puxa!”. Foi com um peso danado no coração, mas já não escrevia com tanta dedicação como outrora, vivia desatualizado. Acho que as redes sociais colaboraram um pouco para essa minha desatenção com o blog, meu companheiro de tantos anos, tantos desabafos, tantos registros de momentos especiais (felizes e tristes), tantas celebrações… Eis que 8 meses depois, tenho que escrever e publicar um post num blog, como parte de um projeto de um curso que estou fazendo de marketing digital. A vida é ou não é uma caixinha de surpresas? Seria um sinal? rs…

Bem, pensei seriamente em criar um blog qualquer só para colocar o post e depois deletar. Mas aí, bateu aquele déjà vu, uma vontaaaade de voltar a ter meu espaço sem limites de caracteres, sem tanta patrulha, sem tanto controle, para eu poder falar do que me faz bem, do que gosto ou não gosto, bateu saudade dos tempos de blog, de receber comentários de quem não conheço, saber que tem pessoas com os mesmos sentimentos espalhadas por aí. E aí veio a decisão.

O “Que Puxa!” está de volta.

p.s.: O nome “Que Puxa!” é uma homenagem ao Charlie Brown, personagem de um dos meus desenhos prediletos da infância e que amo até hoje.